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Por que dia de finados é sempre 2 de novembro?

31 de outubro de 2019

No dia de finados somos convidados a fazer uma reflexão sobre a vida, pois para todo aquele que vive em Cristo, a morte é a passagem da peregrinação terrena à pátria do Céu, onde o Pai acolhe a todos os filhos, “de toda nação, raça, povo e língua” (Apocalipse 7,9).

São João Paulo II ensinou-nos que “a Igreja do Céu, a Igreja da Terra e a Igreja do Purgatório estão misteriosamente unidas nessa cooperação com Cristo para reconciliar o mundo com Deus. ” (Reconciliatio et poenitentia, 12). Ele ainda nos ensinou que os vínculos de amor que unem pais e filhos, esposas e esposos, irmãos e irmãs, assim como os ligames de verdadeira amizade entre as pessoas, não se perdem nem terminam com o indiscutível evento da morte.

Os nossos defuntos continuam a viver entre nós, não só porque os seus restos mortais repousam no cemitério e a sua recordação faz parte da nossa existência, mas sobretudo porque as suas almas intercedem por nós junto de Deus.

Muitos devem se perguntar: Quando começou a comemoração do dia dos fiéis defuntos?

Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no séc. VII, e em Fulda (Alemanha), no séc. IX. O verdadeiro fundador da festa, porém, é Santo Odilon, abade de Cluny (França). A festa propagou-se rapidamente por todo estado francês e pelos países nórdicos.

Outra pergunta recorrente é porque foi escolhido o dia 02 de novembro para esta comemoração. E a resposta é simples. Para ficar perto da comemoração de todos os santos. Temos vários documentos dos primeiros séculos da Igreja que nos garantem esta prática. Por exemplo, a Didaqué (ou Doutrina dos 12 Apóstolos) do ano 100, já mandava oferecer orações pelos mortos. Nas Catacumbas de Roma os cristãos rezavam sobre o túmulo dos mártires suplicando a sua intercessão diante de Deus. Tertuliano (†220), Bispo de Cartago, afirmava que a esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição.

Lendo várias reflexões do Papa Francisco sobre o dia de finados, a que ele fez no ano passado me chamou muito a atenção, quando ele falou: “Neste cemitério há as três dimensões da vida: memória que vemos à nossa frente, a esperança que celebramos agora na fé, e as luzes para nos guiar no caminho que são as bem-aventuranças”.

Que nossos corações não se entristeçam no dia de finados, que possamos “sentir saudade sim” dos entes queridos que já partiram, mais que possamos ter a certeza de que um dia nos encontraremos com eles na vida eterna.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

 

Texto – Felipe Alves

 

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